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Autossabotagem emocional: como não entrar nessa

Aceitar a dor de um trauma, acreditar em si mesmo e se autoconhecer são algumas ações necessárias para não se autossabotar

Você conhece uma pessoa, se apaixona, começa a namorar, descobre que ela é perfeita para você, e, quando menos espera, ela coloca um ponto final no relacionamento. Você fica triste e sente que nunca conseguirá gostar de outra pessoa e/ou se relacionar novamente. Se sentir desta forma após um término é um tendência, mas existe um ótimo conselho para que este trauma fique no passado e não prejudique a vida futura: não se autossabotar.

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“Sabotagem” é toda ação que prejudica o trabalho de alguém, portanto, autossabotagem é quando atrapalhamos a nossa própria construção como pessoa. Todos nós passamos por dificuldades, dores, traumas, decepções amorosas e outras, mas a vida não pode parar por isso. “Quando nos sabotamos, permitimos que as marcas destes momentos difíceis sejam mais evidentes em nossa vida do que a luta por dias melhores, pela nossa felicidade. Quando não se consegue sair deste processo destrutivo sozinho, é importante buscar ajuda psicoterapêutica”, orientou a psicóloga Andrea Bragatto, da Clínica de Psicologia Antonio Elmo.

A autossabotagem emocional pode ser mais comum nas pessoas que têm baixa autoestima, por medo de ser feliz ou por não acreditar que se possa ser feliz. “Quando a pessoa tem boa autoestima, bom autoconhecimeto, autonomia e uma boa dinâmica de funcionamento psicológico, tenderá a ficar triste com a perda, mas não irá se autossabotar”, explicou. Sentir a dor de uma perda é normal, e, segundo a psicóloga, é também necessária. “Entrar na dor para sair dela é fundamental. Se a pessoa finge estar bem e não se permite viver o luto, acaba não refletindo em seus comportamentos e atitudes diante da vida e não mudará, repetindo os mesmos erros”, completou Andrea.

É preciso dar a volta por cima, afinal se não deu certo é porque algo estava errado. De acordo com Andrea Bragatto, temos de estar no mundo de forma plena, sem depender da “outra banda da laranja”. “Preciso cuidar de mim, me amar, viver, e não depender de outro para ser feliz. É possível encontrar outra forma de ser feliz sem que seja em relacionamento afetivo amoroso”, enfatizou. Além disso, remoer uma ferida, seja amorosa ou não, pode gerar transtornos psíquicos sérios, como depressão, Transtorno Obsessivo Compulsivo, e até ao suicídio.

A forma como uma pessoa reagirá a um término é muito individual, e cada um tenderá a agir de uma forma. Se a pessoa está mal resolvida emocionalmente, muito provavelmente ela irá se autossabotar. Para mudar esta realidade, é preciso ser verdadeiro com o outro e, principalmente, consigo mesmo. “O autoconhecimeto é uma via para livrar-se da autossabotagem. Fazer terapia é um caminho para se encontra e ser feliz”, disse a psicóloga.

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Psicóloga Andrea Bragatto
Clínica de Psicologia Antonio Elmo

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