quarta-feira , março 20 2019
Home / Bem-Estar / Dupla jornada: mulheres se dividem entre casa e trabalho
shutterstock_1835772

Dupla jornada: mulheres se dividem entre casa e trabalho

Pesquisas mostram que a jornada da mulher chega a 13 horas diárias e que elas sentem falta de tempo para cuidar delas mesmas

Todos sabem que, nos dias de hoje, muitas mulheres se dividem em dez para dar conta de se dedicar à família, à casa e ao trabalho. Nas civilizações antigas, as mulheres se dedicavam apenas aos trabalhos domésticos e que, muitas vezes, não eram nem mesmo valorizados. Hoje, na maioria dos casos, estas atividades continuam com a mulher, mas a família também espera que ela tenha uma renda complementar para ajudar a sustentar a casa, sendo uma jornada dupla e excessiva de trabalho. Uma pesquisa da Unicamp realizada em 2015, mostrou que a jornada de trabalho das mulheres pode somar, em média, 13 horas entre casa – administrando o lar e cuidando dos filhos – e o trabalho externo.

Muitas vezes é a mulher que determina o que será feito em casa, pensa no que precisa ser providenciado, fica responsável por contratar a secretária do lar e escolher a escola dos filhos. O mestre em Psicologia Antonio Elmo, diretor da Clínica de Psicologia Antonio Elmo, explica que, o fato de muitas mulheres tomarem para si a responsabilidade de tomar decisões e cuidar das questões da casa, tem a ver com o dom natural que a mulher tem de “cuidar”. “A mulher quer exercer a maternidade. Há nela uma capacidade de doação. A mulher quer e precisa dedicar a alguém ou a alguma situação todo o seu potencial de amor. Isto é parte muito significativa da sua realização”, explicou.

Uma outra pesquisa realizada há alguns anos pela organização feminista SOS Corpo e os institutos Data Popular e Patrícia Galvão, uma das principais queixas das mulheres entrevistadas foi em relação à falta de tempo para cuidarem de si mesmas. Antonio Elmo explica porque este tempo é tão precioso para a mulher. ”Há uma enorme cobrança para a mulher ser bonita, boa mãe, boa esposa e uma profissional de sucesso. Então, antes de mais nada, ela precisa e merece atenção, merece ser ouvida, considerada e notada em sua aparência e essência”, destacou o mestre em Psicologia.

Ainda de acordo com o psicólogo, ao valorizar a competência da mulher e sua inserção no mercado de trabalho, a humanidade deu um grande passo, mas falta agora os homens também se aventurarem no trabalho doméstico, tendo então um equilíbrio natural. “O fato do homem não ajudar em casa é muito mais que machismo, é uma cultura que ainda não está aberta para o novo, para seu próprio benefício, compreendendo que o serviço doméstico é gratificante e é responsabilidade dos dois. As coisas estão mudando para melhor, mas ainda assim existe muito machismo, o que é reflexo da nossa cultura”, ressaltou Antonio Elmo.

 

Confira Também

shiatsu-massage

Massagem shiatsu – Benefícios, indicações e aplicações, como funciona a técnica

Conheça os benefícios da massagem shiatsu bem como as suas indicações, aplicações terapêuticas e como ...