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Metodo não invasivo pode aumentar chances de sucesso da fertilização in vitro

Um em cada oito casais enfrenta dificuldades para gerar um bebê naturalmente. Isso significa que, depois de um ano de tentativas consecutivas durante o período fértil da mulher, a gravidez não se confirmou. É nesse ponto que a Medicina Reprodutiva é vista como grande aliada, oferecendo técnicas de fertilização assistida que vão aumentar consideravelmente as chances de o casal dar início à sua família. De acordo com Edson Borges Junior, diretor científico do Fertility Medical Group, a fertilização in vitro é responsável pelo nascimento de milhares de crianças no mundo inteiro desde 1978. Recentemente, o especialista anunciou estudos que podem aumentar as chances de sucesso dessa técnica.

De modo simples, a fertilização in vitro envolve retirar os óvulos da mulher e fertilizá-los em laboratório com o sêmen do marido, para depois transferir os embriões resultantes ao útero materno – onde, se der tudo certo, a gravidez transcorrerá normalmente. O problema é que as coisas não são simples assim e, embora seja o último passo, a técnica de transferência de embriões exige uma série de condições e precauções cruciais para dar certo. “Assim como um casal normal, aqueles que estão em tratamento de fertilização assistida têm geralmente entre 20% e 25% de chances de engravidar. Por se tratar de um processo desgastante do ponto de vista emocional – e, muitas vezes, financeiro também – nosso objetivo dentro do laboratório é aumentar consideravelmente essa chance, elevando a taxa de gravidez”.

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Borges explica que o método que vem sendo desenvolvido em seu laboratório busca reunir quantidade suficiente de embriões que permita eleger aqueles no mais perfeito estado. Apesar de ainda ser um estudo experimental, sua utilização na rotina laboratorial deve ocorrer muito em breve. “Cada embrião costuma ser mantido, por alguns dias, numa gota de cultivo para crescer e fazer trocas metabólicas. O que estamos fazendo é coletar uma mínima quantidade desse líquido que nos permita analisar sua viabilidade e, consequentemente, suas chances de se fixar na parede do útero e dar início à gestação. Com esse método, temos conseguido aumentar de 20% para 70% ou 80% as chances de sucesso do tratamento”.

O especialista explica que o procedimento não causa qualquer prejuízo extra ao embrião, apenas permite identificar aqueles que fazem uma troca específica com as substâncias presentes no cultivo, se mostrando mais eficientes. “A partir do momento em que conseguimos diminuir o tempo que geralmente leva para um casal engravidar por técnicas de fertilização assistida, resolvemos um dos grandes problemas que enfrentam os casais que não conseguem ter filhos como a maioria dos demais: o estresse, a ansiedade e a sensação de frustração combinada com a expectativa de que as coisas deem certo. Isso é muito gratificante e é nesse sentido que buscamos aprimorar nossas técnicas”.

 

Fonte: Dr. Edson Borges Junior, especialista em Medicina Reprodutiva, diretor científico do Fertility Medical Group (www.fertility.com.br)

e presidente do Instituto Sapientiae (www.sapientiae.org.br).

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