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Hepatites virais estão entre as doenças que mais matam pessoas no mundo

De acordo com um estudo publicado na The Lancet, uma das revistas médicas mais conceituadas do mundo, as hepatites virais estão entre as principais causas de morte, comprometimento, sequelas na saúde e diminuição de anos de vida útil das pessoas em todo o mundo.

Entre 1990 e 2013, houve um aumento de aproximadamente 63% no número de óbitos por hepatites virais no mundo e, atualmente, a doença mata mais pessoas do que a tuberculose, o HIV e a malária.

A doença

A hepatite viral é uma infecção que ataca o fígado e pode ser causada por vírus. No Brasil, as mais comuns são causadas pelos vírus A, B, C e D.

hepatite A é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados, ou de uma pessoa para a outra, e é a mais conhecida entre as hepatites. Sua detecção é realizada pelo exame de sangue e não há tratamento específico, sendo o mais comum o paciente reagir sozinho contra o vírus. A prevenção pode ser realizada por meio de vacina, mas o ideal é manter o saneamento básico e a higiene pessoal.

hepatite B é considerada um Doença Sexualmente Transmissível (DST), pois seu contágio ocorre pelo contato sexual, sangue ou secreções. De acordo com o mastologista da Medquimheo, Cleverson Gomes Jr., embora não haja um tratamento específico para a hepatite B, 90% dos adultos recém-infectados pela doença se curam. Porém, se a infecção ocorrer em crianças, especialmente recém-nascidos, a relação é inversa e 90% podem adquirir a forma crônica da doença. A vacina é uma forma eficaz de prevenção, cuja primeira dose é administrada nos primeiros dias de vida do bebê. Adolescentes e adultos não vacinados, especialmente gestantes, também podem receber a dose.

O mastologista ainda explica que a hepatite C também pode ser transmitida por relações sexuais desprotegidas, mas esta não é a forma mais comum de contagio.

O mais comum é o contato com o vírus em procedimentos que envolvem sangue, sem os devidos cuidados de esterilização, como uso de drogas injetáveis, acupuntura, colocação de piercings ou tatuagens, em precárias condições de higiene ou até mesmo por instrumentos de manicures ou barbeiros que não foram devidamente esterilizados.

Seu maior perigo é não apresentar sintomas nas fases iniciais, dificultando sua descoberta. Dos infectados, apenas 20% se curam. Os 80% restantes, em geral, evoluem para quadros crônicos, cirrose ou câncer de fígado, como explica a oncologista da Medquimheo Layla Torres.

A oncologista também explica que a hepatite D tem uma particularidade: seu vírus só atua em combinação com o vírus da hepatite B. O vírus D pode ser adquirido junto com o B, causando uma infecção simultânea, ou pode contaminar um indivíduo que já seja portador do vírus B. “Se não tratada, a hepatite B pode provocar problemas como cirrose, insuficiência hepática e até o câncer de fígado”, comenta a especialista. Apesar de não existir uma vacina específica contra o vírus D, como o contágio só ocorre com a presença do vírus B, estar vacinado contra a hepatite B é uma excelente forma de proteção.

Diagnóstico

A confirmação de uma hepatite viral se dá por testes bioquímicos que identificam um aumento significativo das enzimas do fígado, devido à destruição do tecido hepático. Pacientes que estão com hepatite há mais de seis meses também precisam realizar testes sorológicos e a biópsia do fígado, para observar o nível de comprometimento do órgão.

Tratamento

A hepatite A não têm tratamento específico, e geralmente os pacientes se recuperam sozinhos.  Para casos mais graves com as hepatites B e C, são usados medicamentos antivirais para combater o vírus e, nos casos mais avançados, o transplante de fígado pode ser necessário.

Prevenção

A melhor forma de combater as hepatites virais é se prevenir. Além de tomar as vacinas, é fundamental manter a higiene, lavando as mãos sempre que for ao banheiro, bem como os alimentos, além de manter relações sexuais seguras e não utilizar equipamentos sem esterilização adequada.

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