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INIMIGO ÍNTIMO

Um dos responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero é o HPV, sigla em inglês para papiloma vírus humano. E em comemoração ao 08 de abril – Dia Mundial de Combate ao Câncer, entrevistamos a enfermeira Rejane Freitas, Coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Redentor e que nos ajudou a entender um pouco mais do que é, e como se cuidar do HPV para não entrar na estatística.

 

Como se pega o HPV?

O HPV não é necessariamente uma doença sexualmente transmissível, o contato sexual é apenas a maneira mais comum de contágio. E bastante atenção: inclua aí preliminares e sexo oral. O reles atrito com a mucosa infectada, da mão, da boca ou dos genitais, é o suficiente para o vírus fazer mais uma vitima. Basta de uma a três relações sexuais sem penetração para se contaminar.

 

Como se prevenir contra HPV?

O uso de preservativo diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

 

Todos os tipos de HPV podem se transformar em um tumor maligno?

Não. Os tipos mais associados às verrugas, na sua grande maioria, não são os mesmos encontrados nos tumores malignos. Assim, os HPV de tipo 6 e 11 (baixo risco), parecem oferecer um menor risco de ser transformar em maligno. Já os HPV de tipo 16, 18, 31, 33, 45, 58 (alto risco) e outros, têm uma probabilidade de estar associados a lesões malignas, câncer de colo uterino.

 

Como se descobre o HPV?

Existem vários exames que podem detectar a presença do HPV. São eles:

 

Papanicolau

Com uma espátula, o médico colhe material do colo do útero e coloca em uma lâmina. Aí, é feita uma análise em microscópio. Não dá para identificar o vírus, mas é possível verificar se há alterações nas células.

 

Colposcopia

O colposcópio é um aparelho capaz de ampliar 20 vezes a imagem da vagina, da vulva, do colo do útero e do ânus. Para flagrar lesões, um liquido reagente é pincelado na mucosa. No caso dos homens, o exame correspondente é a peniscopia.

 

Biópsia

Quando os métodos anteriores acusam alguma alteração, retira-se uma pequena amostra do tecido suspeito. Mas uma vez, ela será analisada em microscópio.

 

Captura Híbrida

O material do colo do útero é coletado com auxilio de uma pequena escova que, depois, é mergulhada em um liquido desenvolvido para conservar as células. Essa técnica acusa a presença do HPV mesmo se não houver sintomas e determina se o micro-organismo é de alto ou de baixo risco.

Procedimentos que denunciam os subtipos do HPV por meio da analise do seu DNA, também são possíveis, apesar de poucos laboratórios oferecerem o serviço. Eles conseguem mostrar, entre as mulheres infectadas por vírus de alto risco, quais estão mais sujeitas ao desenvolvimento do câncer de colo de útero.

Como se trata o HPV?

Ainda não inventaram um remédio capaz de eliminar o HPV do organismo. O tratamento combate apenas as feridas. Para as lesões mais simples, há cremes de aplicações local e cauterização com ácidos. A boa noticia é que esse último procedimento, que era dolorido, recentemente passou a ser feito com anestésico. Já as feridas agressivas exigem a destruição do tecido por cauterização elétrica ou a laser e até remoção cirúrgica.

 

Existe algum método que previne o HPV?

Há no mercado duas vacinas contra o HPV: a bivalente protege contra os tipos 16 e 18; já a quadrivalente também combate os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A recomendação oficial é toma-lá até os 26 anos, quando as chances de ter entrado em contato com o vírus  ainda são poucas. E, se você já contraiu um tipo de HPV leve, ainda pode tomar a vacina bivalente para se proteger dos mais agressivos.

 

HPV tem cura? Posso ficar com esse vírus para sempre?

O HPV invade o local o qual irá infectar no corpo humano através de pequenas lesões e vai para as camadas mais internas da pele ou das mucosas onde penetra no DNA de nossa célula.

Ao penetrar nesta célula ele irá utilizar-se da mesma para futuramente se reproduzir. Esta fase de “hospedagem” na célula alvo é considerada fase latente da infecção, ou seja, temos o vírus, mas não temos a doença. Após o contato com o HPV e sua entrada no organismo, haverá uma fase de incubação que pode variar de semanas a meses.

Na maioria das vezes, este vírus é detectado por nosso sistema imunológico e assim destruído. Porém, algumas vezes, por razões não totalmente esclarecidas, podendo uma delas ser alguma falha de vigilância do nosso sistema de defesa ou ainda pela capacidade infectiva do vírus, ele utiliza-se desta célula a qual ele se “hospedou” para se reproduzir e produzir novas células virais que irão ocasionar a doença, em sua forma clínica ou subclínica.

Sendo assim podemos considerar que o HPV tem cura quando a pessoa consegue eliminar o vírus das células, e mesmo na fase latente podemos considerar uma situação muito favorável pois demonstra uma vitória do sistema imunológico.

Nos casos em que o HPV fica latente podemos considerar que o HPV pode ficar  muitos anos desta forma, e nos casos em que as pessoas são imunodeprimidas podem ficar com HPV pra sempre no organismo.

Portanto uma pessoa infectada pelo HPV pode eliminar totalmente e portanto ficar livre do HPV , ou seja a infecção pelo HPV pode ter cura.

Números do HPV:

150 – É o número da corja do HPV. Alguns são absolutamente inofensivos, mas há os que causam verrugas nas mãos e nos pés, além dos que se instalam nos órgãos genitais.

40 – Tipos têm preferência pela mucosa genital. De acordo com o grupo a que pertencem, eles deflagram verrugas genitais e tumores.

15- Deles com certeza provocam tumores malignos.

2 – São responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero.

20%- Das que contraem o vírus apresentam sinais de infecção.

11% – Das que têm sinais de infecção acabam com um câncer.

8 em cada 10 – Mulheres já pegaram ou pegarão algum tipo de HPV.

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