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Linfoma é o segundo tipo de câncer que mais acomete crianças no Brasil e no Estado

De acordo com dados do Inca, no Brasil, o câncer linfático só fica atrás da leucemia.

O câncer linfático está aumentando no Brasil e é o segundo câncer que mais acomete crianças e adolescentes no país, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Os dados mostram que para leucemia, câncer no sangue e que mais acomete crianças e adolescentes, a maior incidência ocorre na faixa etária de 1 a 4 anos. Os linfomas ocupam o segundo lugar e têm maior ocorrência entre os adolescentes, na faixa etária de 15 a 18 anos. Já os tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) ficam em terceiro lugar e afetam crianças e adolescentes na mesma proporção.

Ainda segundo o Inca, em países desenvolvidos, o câncer linfático é o terceiro tipo que mais acomete crianças, ficando atrás dos tumores do Sistema Nervoso Central (SNC), que ocupam o segundo lugar, mas em países em desenvolvimento, como o Brasil, ele ocupa a segunda posição. A leucemia é o tipo que mais acomete as crianças em todo o mundo.

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De acordo com a oncologista pediátrica da Medquimheo, Milena Gottardi, um estudo realizado no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória, que é referência em oncologia pediátrica no Estado, mostra que entre os casos atendidos pelo hospital, as leucemias predominam (32%), seguidas pelos linfomas (20%) e pelos tumores do sistema nervoso central (14%), o que coloca o linfoma como o segundo tipo de câncer que mais acomete crianças no Espírito Santo.

A oncologista ainda explica que o linfoma é um tipo de câncer raro e agressivo que tem origem nos linfonodos, ou gânglios. Neste ano, a doença tem sido abordada com mais intensidade nos meios de comunicação. O ator Edson Celulari revelou ter a doença em junho, e em março o Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando (PMDB), o Pezão, também recebeu o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin.

Tipos de linfomas

Linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin são as duas variações da doença. As diferenças entre elas se faz através da análise do material retirado para diagnóstico, através de uma biópsia de um gânglio, por exemplo. Nos dois casos, é comum ocorrer o aumento dos gânglios, popularmente conhecidos como caroços que aparecem, principalmente, na região do pescoço, seguida de axilas e virilhas. O diagnóstico para constatar o tipo de linfomaé feito a partir dos tipos de células detectadas e o comportamento biológico delas.

Os dois tipos de linfoma ocorrem praticamente na mesma proporção em crianças e adolescentes, sendo que o linfoma não-Hodgkin geralmente ocorre emcrianças mais jovens, enquanto o linfoma de Hodgkin é mais comum em crianças maiores e adolescentes

Os linfomas atingem, principalmente, os linfonodos (nódulos ou gânglios linfáticos), que são os órgãos de defesa do organismo, mas também podem acometer outros órgãos, como a medula óssea, quando a doença está em estágio avançado.

Detecção do câncer

A primeira fase para detectar é a do diagnóstico, que é feito através da realização de exames para a descoberta do tipo de linfoma em Hodgkin ou não-Hodgkin. Nesta etapa, também é possível verificar as características que o tumor apresenta, além de mais informações para auxiliar no tratamento.

Alguns dos exames realizados podem ser exames de imagem, estudos celulares e biópsias, que apresentam a coleta de material proveniente de uma lesão ou de um órgão do corpo para ser avaliado por um médico especialista.

Tratamento

Grande parte do tratamento dos linfomas em crianças é realizado através de quimioterapia/radioterapia. No processo de quimioterapia os medicamentos são administrados em ciclos, pelo sangue ou via oral, determinados pelos médicos. No tratamento são usados medicamentos combinados que contribuem para destruir as células cancerígenas de diferentes maneiras. Os efeitos colaterais mais comuns são: lesões na boca, náusea, vômito e perda temporária de cabelo, que é revertida ao fim do tratamento.

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