segunda-feira , março 18 2019
Home / Saúde / Medicina Intervencionista é uma das principais armas da medicina contra a dor
back_pain_seattle

Medicina Intervencionista é uma das principais armas da medicina contra a dor

Introduzida no Brasil há alguns anos, a técnica intervencionista vem alcançando resultados surpreendentes

As dores resultantes de diferentes patologias podem ser tratadas, ou simplesmente controladas, com a utilização de técnicas minimamente invasivas. No mundo, inclusive no Brasil, a medicina intervencionista em dor vem crescendo muito.

Um procedimento imprescindível para a Medicina da Dor é conhecido pelo nome de bloqueio. De maneira simples, o bloqueio procura impedir os impulsos sensoriais de um nervo ou de uma região do corpo específica, diminuindo ou até eliminando por completo a dor.

Os médicos intervencionistas em dor contam com uma grande variedade de bloqueios. A maioria deles visa uma área bem específica, tendo como alvo um determinado nervo. Outros, menos específicos, visam áreas mais amplas. O exemplo mais comum deste procedimento mais abrangente é o bloqueio peridural com corticoide.

No Brasil a Medicina Intervencionista da Dor é desempenhada mais comumente por médicos anestesistas, neurocirurgiões, ortopedistas e fisiatras devidamente especializados na área de dor. Todos com única finalidade: reduzir e controlar a dor, ajudando o paciente a potencializar o seu desempenho físico e ter melhor qualidade de vida.

Bloqueio terapêutico

A primeira utilização de corticoide em bloqueios terapêuticos foi na década de 50 em uma peridural, espaço dentro da coluna, e desde então esta droga vem sendo muito usada e estuda com este fim.

É sabido que esta droga age de várias formas, dentre elas: ação analgésica e anti-inflamatória, impedindo a liberação de ácido araquidônico da membrana das células lesadas, possui ainda a capacidade de diminuir o edema, diminuir o depósito de fibrina, diminuir a dilatação capilar, diminuir a migração de leucócitos, diminuir a atividade da doença, diminuir a proliferação de capilares e de fibroblastos, diminuir a deposição de colágeno e diminuir a cicatrização.

A associação de corticoide a técnica intervencionista pode se denominar “bloqueio terapêutico”, já que há uma finalidade de alivio prolongado, ou até mesmo curativa, já que em alguns casos a dor é eliminada, consequentemente o paciente terá mais qualidade para se reabilitar e de um modo geral menor tempo para a voltar as atividades laborais.

Bloqueios Diagnósticos (“Mapeamento da dor”)

Na Medicina da Dor este procedimento tem importância ímpar, de uma forma bem compreensível, por meio dele somos capazes de determinar com exatidão a origem de uma dor. Este bloqueio tem como alvo um determinado nervo, o nervo que transmite a dor, sendo assim é possível fazer o mapeamento de uma determina dor e assim programar a melhor estratégia terapêutica, consequentemente alcançando melhores resultados.

Radiofrequência no tratamento da dor

A Radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo, seguro, de alta tecnologia. Ela se tornou uma grande alternativa para dores em diversas partes do corpo – dores em região cervical, dorsal e lombar, dores em articulações como joelho, ombro, quadril e pé, dentre outras, como nevralgia do trigêmeo e nevralgia herpética. Embora não cure a patologia que iniciou a dor, pode trazer grande alívio. Esta técnica tem promovido o alívio das dores crônicas de várias partes do corpo de forma eficiente. E vem assegurando uma melhora considerável na qualidade de vida dos pacientes.

A radiofrequência consiste em uma corrente elétrica alternada de frequência oscilatória com cerca de 500.000 hz, que flui através de um eletrodo introduzido no local desejamos intervir. Este eletrodo em formato de uma agulha apresenta uma ponta ativa que funciona como um resistor e o calor é gerado ao redor desta parte ativa do eletrodo e o objetivo será sempre promover o alívio da dor.

Existem basicamente dois tipos de radiofrequências, a Radiofrequência Ablativa ou Convencional e a Radiofrequência Pulsátil. De uma forma bem compreensível, a primeiro tem como objetivo queimar o nervo condutor da dor, com objetivo de destruí-lo, já o segundo objetiva modular o nervo que conduz a dor, portanto aqui se deseja manter função motora do nervo.

Confira Também

Melatonina.sono

Melatonina é vendida em farmácia de manipulação no Estado

A comercialização foi autorizada pela Justiça por meio de uma liminar que libera a importação ...